Entrevista aos Blacksunrise
Prestes a terem o seu álbum "The Azrael" editado em Portugal e após uma tournée por Espanha, os Blacksunrise dão-se a conhecer aos leitores do Ouvido. Nascidos no verão de 2002, com algumas mudanças na formação original e depois do EP "Born in the Cradle of Death", esta banda de Alhandra apresenta-se como um dos valores futuros do "underground" nacional...Como os próprios frisam... the sky is the limit.
Fica aqui a entrevista, agradecendo a disponibilidade da banda.
O Ouvido(O): Para quem não vos conhece, onde quando e em que circunstâncias nasceram os Blacksunrise?
Blacksunrise(B): Os Blacksunrise começaram em Setembro de 2002, tudo começou num ensaio “a brincar” entre elementos de duas bandas amigas durante o verão de 2002.
Simplesmente começámos a tocar e gostámos bastante do resultado que estávamos a obter. Durante uns meses não voltamos a ensaiar mas o “bichinho” Blacksunrise esteve sempre lá. Um tempo depois e já com as outras bandas em declínio decidimos avançar de vez para começar a banda.
Line up original: João Padinha – Guitarra
João Pedro – Bateria
Chuckie – Guitar
João Gazua – Voz
O: Vocês gostam de manter uma posição politicamente activa, seja na defesa dos direitos dos animais, das crianças, etc., consideram que deveria ser uma obrigação de todos os artistas, (e no caso particular dos músicos) tentar despertar mentalidades de quem vos ouve?
B: Claro! Penso que a música acima de tudo é um meio de comunicação....mais que notas numa guitarra, para mim o que realmente conta é a mensagem que se passa às pessoas. Penso que seria importante que os músicos transmitissem algo de bom às pessoas que os ouvem, o mundo está cheio de negativismo e de injustiças. Por isso é sempre positivo quando uma banda canta sobre isso mesmo expondo o mal que se passa e fazendo as pessoas pensar sobre isso mesmo.
O: De que maneira isso influencia a vossa música?
B: A nível instrumental não influencia nada, mas a nível lírico influencia a 100%.
O: Recentemente estiveram em tournée em Espanha, apontam o mercado internacional como prioridade? Estão a preparar o “ataque” lá fora?
B: Sabes...não é uma questão de “atacar” o mercado lá fora, é simplesmente tocar onde nos convidam e promovermos a nossa música o máximo que podemos... infelizmente isso em Portugal é extremamente complicado, as pessoas cá preferem dar 15 euros por um CD de uma banda lá de fora (muitas vezes inferior a uma banda portuguesa) que dar 8 por uma banda portuguesa...a nível de salas para concertos também estamos muito mal e então a nível de apoios nem se fala.
É quase um costume em entrevistas a bandas portuguesas se dizer isto...mas infelizmente enquanto as pessoas não o interiorizarem, as coisas não mudam, e assim as bandas não podem ter gravações com boa qualidade...fazer merchandise e divulgar a sua música.
O: Vocês tiveram um percurso, digamos, um pouco ao contrário do normal. O álbum “The Azrael” foi editado primeiro lá fora (Espanha) e só em Fevereiro será lançado cá em Portugal. Como se deu isso?
B: Mais uma vez isso aconteceu devido a inércia das coisas cá em Portugal...Como seria de esperar nós enviamos promos para quase todas as editoras que editam música mais extrema em Portugal, mas a resposta foi zero, por isso tivemos de recorrer lá fora, onde com toda a ajuda do Daniel (Conviction records) conseguimos editar o trabalho.Recentemente entrámos em contacto com o Pedro (Rastilho records) que se mostrou bastante interessado no que fazemos, e em editar o disco em Portugal, e como é óbvio agarrámos esta oportunidade, pois a Rastilho foi das 1ªs editoras de música “alternativa” em Portugal e merece todo o nosso respeito, e é claro o Pedro é das pessoas que faz mais pelo underground nacional e apoia bastante as suas bandas.
O: Como descrevem este trabalho "The Azrael"?
B: Infelizmente este álbum teve cerca de 1 ano na prateleira, e encontra-se um pouco desactualizado da realidade da banda, mas penso que é uma álbum que junto a força do metal com a atitude do hc (lirica). A nível de sonoridade praticamos um death metal melódico com influências de bandas como At the gates, Black dhalia Murder entre outras.
O: Um pouco em retrospectiva do ano de 2004, que lançamentos (nacionais e internacionais) mais vos marcaram e porquê?
B: A nível nacional todos os lançamentos do panorama hc...pois à que apoiar (quase) tudo o que se faz por cá, já é pouco por isso à que dar força.
A nível internacional, bandas como Darkest hour, Black dahlia murder e até mesmo Norma jean tiveram importância, pois são bandas que nos influenciam bastante.
O: Até que ponto o facto de terem como produtor um membro de outra banda vos influenciou? Os Trinta & Um são uma referência para vocês?
B: Pode-se dizer que não influenciou em nada. Penso que foi muito importante ter alguém experiente como o Sarrufo a ajudar-nos pois ele percebe bastante do que faz, e até contribuiu na gravação com um solo na música “shot in cold blood”.
Em relação aos 31 não são uma referência para nós...mas merecem todo o nosso respeito.
O: O que acham da partilha (downloads) de ficheiros de música na Internet? Existem bandas que disponibilizam álbuns e concertos completos de forma gratuita, enquanto outras recusam por completo esta nova vertente. Onde se situam os Blacksunrise?
B: Ummm penso que tudo é bom desde que seja usado de forma moderada.Nós não temos como prática corrente disponibilizar as nossas musicas on-line para download, mas sim para escuta (www.myspace.com/blacksunrise), mas se por acaso forem lá parar também não nos incomodamos muito, pois sabemos que também à muita gente que gosta de ter o original.
O Ouvido(O): Para quem não vos conhece, onde quando e em que circunstâncias nasceram os Blacksunrise?
Blacksunrise(B): Os Blacksunrise começaram em Setembro de 2002, tudo começou num ensaio “a brincar” entre elementos de duas bandas amigas durante o verão de 2002.
Simplesmente começámos a tocar e gostámos bastante do resultado que estávamos a obter. Durante uns meses não voltamos a ensaiar mas o “bichinho” Blacksunrise esteve sempre lá. Um tempo depois e já com as outras bandas em declínio decidimos avançar de vez para começar a banda.
Line up original: João Padinha – Guitarra
João Pedro – Bateria
Chuckie – Guitar
João Gazua – Voz
O: Vocês gostam de manter uma posição politicamente activa, seja na defesa dos direitos dos animais, das crianças, etc., consideram que deveria ser uma obrigação de todos os artistas, (e no caso particular dos músicos) tentar despertar mentalidades de quem vos ouve?
B: Claro! Penso que a música acima de tudo é um meio de comunicação....mais que notas numa guitarra, para mim o que realmente conta é a mensagem que se passa às pessoas. Penso que seria importante que os músicos transmitissem algo de bom às pessoas que os ouvem, o mundo está cheio de negativismo e de injustiças. Por isso é sempre positivo quando uma banda canta sobre isso mesmo expondo o mal que se passa e fazendo as pessoas pensar sobre isso mesmo.
O: De que maneira isso influencia a vossa música?
B: A nível instrumental não influencia nada, mas a nível lírico influencia a 100%.
O: Recentemente estiveram em tournée em Espanha, apontam o mercado internacional como prioridade? Estão a preparar o “ataque” lá fora?
B: Sabes...não é uma questão de “atacar” o mercado lá fora, é simplesmente tocar onde nos convidam e promovermos a nossa música o máximo que podemos... infelizmente isso em Portugal é extremamente complicado, as pessoas cá preferem dar 15 euros por um CD de uma banda lá de fora (muitas vezes inferior a uma banda portuguesa) que dar 8 por uma banda portuguesa...a nível de salas para concertos também estamos muito mal e então a nível de apoios nem se fala.
É quase um costume em entrevistas a bandas portuguesas se dizer isto...mas infelizmente enquanto as pessoas não o interiorizarem, as coisas não mudam, e assim as bandas não podem ter gravações com boa qualidade...fazer merchandise e divulgar a sua música.
O: Vocês tiveram um percurso, digamos, um pouco ao contrário do normal. O álbum “The Azrael” foi editado primeiro lá fora (Espanha) e só em Fevereiro será lançado cá em Portugal. Como se deu isso?
B: Mais uma vez isso aconteceu devido a inércia das coisas cá em Portugal...Como seria de esperar nós enviamos promos para quase todas as editoras que editam música mais extrema em Portugal, mas a resposta foi zero, por isso tivemos de recorrer lá fora, onde com toda a ajuda do Daniel (Conviction records) conseguimos editar o trabalho.Recentemente entrámos em contacto com o Pedro (Rastilho records) que se mostrou bastante interessado no que fazemos, e em editar o disco em Portugal, e como é óbvio agarrámos esta oportunidade, pois a Rastilho foi das 1ªs editoras de música “alternativa” em Portugal e merece todo o nosso respeito, e é claro o Pedro é das pessoas que faz mais pelo underground nacional e apoia bastante as suas bandas.
O: Como descrevem este trabalho "The Azrael"?
B: Infelizmente este álbum teve cerca de 1 ano na prateleira, e encontra-se um pouco desactualizado da realidade da banda, mas penso que é uma álbum que junto a força do metal com a atitude do hc (lirica). A nível de sonoridade praticamos um death metal melódico com influências de bandas como At the gates, Black dhalia Murder entre outras.
O: Um pouco em retrospectiva do ano de 2004, que lançamentos (nacionais e internacionais) mais vos marcaram e porquê?
B: A nível nacional todos os lançamentos do panorama hc...pois à que apoiar (quase) tudo o que se faz por cá, já é pouco por isso à que dar força.
A nível internacional, bandas como Darkest hour, Black dahlia murder e até mesmo Norma jean tiveram importância, pois são bandas que nos influenciam bastante.
O: Até que ponto o facto de terem como produtor um membro de outra banda vos influenciou? Os Trinta & Um são uma referência para vocês?
B: Pode-se dizer que não influenciou em nada. Penso que foi muito importante ter alguém experiente como o Sarrufo a ajudar-nos pois ele percebe bastante do que faz, e até contribuiu na gravação com um solo na música “shot in cold blood”.
Em relação aos 31 não são uma referência para nós...mas merecem todo o nosso respeito.
O: O que acham da partilha (downloads) de ficheiros de música na Internet? Existem bandas que disponibilizam álbuns e concertos completos de forma gratuita, enquanto outras recusam por completo esta nova vertente. Onde se situam os Blacksunrise?
B: Ummm penso que tudo é bom desde que seja usado de forma moderada.Nós não temos como prática corrente disponibilizar as nossas musicas on-line para download, mas sim para escuta (www.myspace.com/blacksunrise), mas se por acaso forem lá parar também não nos incomodamos muito, pois sabemos que também à muita gente que gosta de ter o original.















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