Entrevista aos Forgotten Suns
Pode-se dizer que são os porta-estandarte do rock progressivo nacional, e se com o seu primeiro trabalho "Fiction Edge I" conseguiram reunir uma larga legião de fãs, o seu último álbum "Snooze" tornou-os membros de um restrito grupo da música nacional, elevando-os ao patamar de banda de culto. O Ouvido este à conversa com os Forgotten Suns quando estes promoviam Snooze na bem sucedida Meet X Tour. Aqui ficam as declarações do guitarrista Ricardo Falcão em representação da banda.

Ouvido: Para quem não vos conhece, quando e em que circunstâncias nasceram os Forgotten Suns?
Forgotten Suns: Os Forgotten Suns nasceram em 1992 formados por mim e pelo vocalista Tiago Linx. Sentíamos a necessidade de fazer musica diferente, gostávamos na altura de algumas bandas em comum (Pink Floyd, Genesis e Marillion) e inicialmente éramos muito infuenciados pela sua sonoridade. A nós juntou-se o teclista Miguel Valadares e o baixista Johnny.Só mais tarde apareceu um baterista com o qual gravámos o 1º album - Fiction Edge - distribuido internacionalmente pela editora Galileo Records(Suíça).
Desde essa altura até agora muita coisa mudou; houve mudanças no line-up da banda o que atrasou a promoção do 1º album e a composição do 2º(Snooze). Felizmente em 2003 o baterista J.C Samora entrou para a banda acelerando todo o processo de criação, gravação, composição e promoção de 'Snooze'.
Ouvido: Quando conheci o vosso último trabalho "Snooze", li uma crítica afirmando que Portugal não era conhecido por ter bandas de rock progressivo, mas agora provavelmente isso iria mudar. Vocês consideram-se os grandes representantes do rock progressivo em Portugal?
Forgotten Suns: Creio que não será presunção da minha parte dizer que sim, creio que existem bandas portuguesas que têm elementos
musicais progressivos mas apenas umas passagens aqui ou acolá. Nós somos por definição uma banda de
progressivo capaz de fazer musicas de 1 até 20 minutos com várias e diferentes sonoridades do mais calmo
ao mais agressivo num ápice. Internacionalmente acho que quando se fala em progressivo portugues
que vende e que soma boas criticas, fala-se em Forgotten Suns.
Ouvido: Reparei que o Snooze está no primeiro lugar de vendas de 2004 do progcds.com. Como foi a aceitação do público ao vosso trabalho?
Forgotten Suns: É verdade é incrivel, desde o 1º dia.A aceitação tem sido muito boa, somos agora uma banda mais respeitada pelos fans e pela imprensa e temos recebido um feedback acima das expectativas. Sentimos que há muita gente com vontade de nos ver ao vivo e isso está a acontecer com esta Tour.
Ouvido: O Rock Progressivo é, talvez, um dos géneros mais ignorados pelas rádios, como é que vocês encaram isso?
Forgotten Suns: Com naturalidade, sabemos que é assim. Claro que ficamos revoltados, até porque fizémos 2 singles que muita gente acha que é escandaloso não terem airplay nas maiores rádios mas em Portugal é assim...há que continuar a trabalhar e que a força dos fãs juntamente com a nossa faça mover 'montanhas' instaladas que têm décadas de 'maus hábitos'.
Ouvido: O que vos move no meio musical?
Forgotten Suns: O nos move no meio musical é a nossa propria musica, a vontade de criar, a cumplicidade entre os membros da banda e a realização que sentimos em cada nota que tocamos juntos.
Ouvido: Quais as vossas maiores influências? E em termos nacionais?
Forgotten Suns: As maiores inflûencias da banda de um modo geral são: Pink Floyd, Rush, Marillion, Dream Theater, Jorn Lande, Symphony X, Ozzy Osbourne, Metallica, Depeche Mode, Tool, Steve Vai, entre outros.
A nível nacional, pessoalmente falando, não sinto grandes influências na nossa musica mas sou um seguidor atento de uma grande banda nos qual tenho alguns amigos e que sao o maior e melhor exemplo do que é ser uma banda, os Moonspell.
Ouvido: Como descrevem o panorama musical nacional? Acham que existem condições para uma banda vingar, ou ainda existem muitos entraves como a divulgação ou a falta de compatibilidade com compromissos profissionais?
Forgotten Suns: É dificil, para não dizer impossivel, viver só da musica em Portugal. Existem entraves económicos mas principalmente de mentalidade nos ouvintes portugueses e nos mass media. Penso que o tempo irá fazer mudar algumas coisas, noutras seremos sempre os mesmos portugueses que respeitam primeiro os de fora do que os que cá estão...e que fazem algo de notório.
Acredito que se uma banda reunir as condições minimas para editar e promover a sua música, mais tarde ou mais cedo alcançará reconhecimento...é uma questão de persistência.
Ouvido: Quais os lançamentos que mais vos marcaram recentemente? O que estão a ouvir?
Forgotten Suns: Gostamos de muita coisa, ultimamente ando a ouvir o ultimo album a solo de James Labrie 'Elements of Persuasion', e o DvD Live at Budokan de DT.Sei que o Linx anda a ouvir Depeche Mode, o Johnny os albuns de Jorn Lande e Cª e o Sammy ouve presentemente Terry Bozio a solo e albuns de fusão.
Ouvido: Qual a vossa opinião acerca da partilha de ficheiros e download na internet? Na vossa banda, este consumo abusivo afecta-os directa ou indirectamente? Ou consideram que apesar de tudo até pode ser bom para a banda?
Forgotten Suns: Todos temos a consciência que o album é um cartão de visita nos dias de hoje, não se factura rios de dinheiro com um lançamento independente... tenho a informação que os nossos albuns são divulgadissimos em vários servers na internet, o que significa que muita gente conhece Forgotten Suns. Isso é algo que não podemos fugir, não digo que seja bom em termos de respeito à arte mas é positivo em termos de publicidade...
Ouvido: Planos futuros... Projectos, Concertos, etc.
R: A Meet X Tour que decorre até dia 23 de Julho, a composição de material para o 3º album e a regravação do 1º album com melhor produção.
O Ouvido agradece a entrevista aos Forgotten Suns com um abraço amigo.
Forgotten Suns: Os Forgotten Suns nasceram em 1992 formados por mim e pelo vocalista Tiago Linx. Sentíamos a necessidade de fazer musica diferente, gostávamos na altura de algumas bandas em comum (Pink Floyd, Genesis e Marillion) e inicialmente éramos muito infuenciados pela sua sonoridade. A nós juntou-se o teclista Miguel Valadares e o baixista Johnny.Só mais tarde apareceu um baterista com o qual gravámos o 1º album - Fiction Edge - distribuido internacionalmente pela editora Galileo Records(Suíça).
Desde essa altura até agora muita coisa mudou; houve mudanças no line-up da banda o que atrasou a promoção do 1º album e a composição do 2º(Snooze). Felizmente em 2003 o baterista J.C Samora entrou para a banda acelerando todo o processo de criação, gravação, composição e promoção de 'Snooze'.
Ouvido: Quando conheci o vosso último trabalho "Snooze", li uma crítica afirmando que Portugal não era conhecido por ter bandas de rock progressivo, mas agora provavelmente isso iria mudar. Vocês consideram-se os grandes representantes do rock progressivo em Portugal?
Forgotten Suns: Creio que não será presunção da minha parte dizer que sim, creio que existem bandas portuguesas que têm elementos
musicais progressivos mas apenas umas passagens aqui ou acolá. Nós somos por definição uma banda de
progressivo capaz de fazer musicas de 1 até 20 minutos com várias e diferentes sonoridades do mais calmo
ao mais agressivo num ápice. Internacionalmente acho que quando se fala em progressivo portugues
que vende e que soma boas criticas, fala-se em Forgotten Suns.
Ouvido: Reparei que o Snooze está no primeiro lugar de vendas de 2004 do progcds.com. Como foi a aceitação do público ao vosso trabalho?
Forgotten Suns: É verdade é incrivel, desde o 1º dia.A aceitação tem sido muito boa, somos agora uma banda mais respeitada pelos fans e pela imprensa e temos recebido um feedback acima das expectativas. Sentimos que há muita gente com vontade de nos ver ao vivo e isso está a acontecer com esta Tour.
Ouvido: O Rock Progressivo é, talvez, um dos géneros mais ignorados pelas rádios, como é que vocês encaram isso?
Forgotten Suns: Com naturalidade, sabemos que é assim. Claro que ficamos revoltados, até porque fizémos 2 singles que muita gente acha que é escandaloso não terem airplay nas maiores rádios mas em Portugal é assim...há que continuar a trabalhar e que a força dos fãs juntamente com a nossa faça mover 'montanhas' instaladas que têm décadas de 'maus hábitos'.
Ouvido: O que vos move no meio musical?
Forgotten Suns: O nos move no meio musical é a nossa propria musica, a vontade de criar, a cumplicidade entre os membros da banda e a realização que sentimos em cada nota que tocamos juntos.
Ouvido: Quais as vossas maiores influências? E em termos nacionais?
Forgotten Suns: As maiores inflûencias da banda de um modo geral são: Pink Floyd, Rush, Marillion, Dream Theater, Jorn Lande, Symphony X, Ozzy Osbourne, Metallica, Depeche Mode, Tool, Steve Vai, entre outros.
A nível nacional, pessoalmente falando, não sinto grandes influências na nossa musica mas sou um seguidor atento de uma grande banda nos qual tenho alguns amigos e que sao o maior e melhor exemplo do que é ser uma banda, os Moonspell.
Ouvido: Como descrevem o panorama musical nacional? Acham que existem condições para uma banda vingar, ou ainda existem muitos entraves como a divulgação ou a falta de compatibilidade com compromissos profissionais?
Forgotten Suns: É dificil, para não dizer impossivel, viver só da musica em Portugal. Existem entraves económicos mas principalmente de mentalidade nos ouvintes portugueses e nos mass media. Penso que o tempo irá fazer mudar algumas coisas, noutras seremos sempre os mesmos portugueses que respeitam primeiro os de fora do que os que cá estão...e que fazem algo de notório.
Acredito que se uma banda reunir as condições minimas para editar e promover a sua música, mais tarde ou mais cedo alcançará reconhecimento...é uma questão de persistência.
Ouvido: Quais os lançamentos que mais vos marcaram recentemente? O que estão a ouvir?
Forgotten Suns: Gostamos de muita coisa, ultimamente ando a ouvir o ultimo album a solo de James Labrie 'Elements of Persuasion', e o DvD Live at Budokan de DT.Sei que o Linx anda a ouvir Depeche Mode, o Johnny os albuns de Jorn Lande e Cª e o Sammy ouve presentemente Terry Bozio a solo e albuns de fusão.
Ouvido: Qual a vossa opinião acerca da partilha de ficheiros e download na internet? Na vossa banda, este consumo abusivo afecta-os directa ou indirectamente? Ou consideram que apesar de tudo até pode ser bom para a banda?
Forgotten Suns: Todos temos a consciência que o album é um cartão de visita nos dias de hoje, não se factura rios de dinheiro com um lançamento independente... tenho a informação que os nossos albuns são divulgadissimos em vários servers na internet, o que significa que muita gente conhece Forgotten Suns. Isso é algo que não podemos fugir, não digo que seja bom em termos de respeito à arte mas é positivo em termos de publicidade...
Ouvido: Planos futuros... Projectos, Concertos, etc.
R: A Meet X Tour que decorre até dia 23 de Julho, a composição de material para o 3º album e a regravação do 1º album com melhor produção.
O Ouvido agradece a entrevista aos Forgotten Suns com um abraço amigo.
















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