Segunda-feira, Julho 18, 2005

Entrevista aos The Vicious Five

O Ouvido esteve à "escuta" com os The Vicious Five numa entrevista.
The Vicious Five surgem de "an invisible Lisbon made of suburban trips, of boredom as fuel and motive of copyright crimes and of the praise of celebration over spectacle", como os próprios descrevem. Em fase de lançamento do álbum "Up On The Walls" prevista para este Verão, este quinteto faz da música a sua revolução, o seu vício...


Ouvido: Como surgiram os The Vicious Five?

The Vicious Five: Surgiram da ressaca do fim de inúmeras outras bandas em que tocamos. O factor primordial para o início era fazer algo que nunca tínhamos feito. Surgiu também como uma desculpa para o nosso baixista aprender a tocar para poder estar numa banda pela primeira vez.


Ouvido: Porquê Vicious Five?

The Vicious Five: Soa bem não soa? “The Vicious Five”. Somos cinco putos com idade de homem e achámos que era um nome excelente para a banda. Se calhar não é, mas nós gostamos.


Ouvido: Como definem o vosso estilo musical?

The Vicious Five: Rock com laivos Punk e vice-versa. Acima de tudo um veiculo de espírito tanto festivo quanto consciente.


Ouvido: Quais são as vossas maiores influências a nível musical?

The Vicious Five: Se quiserem uns nomes cá vão: The Who, The Beatles, The Kinks, The Jam, The Clash e Gang of Four... e mais umas quantas bandas clássicas e outras mais actuais, claro: Hot Snakes, Fu-Manchu, Franz Ferdinand, Blood Brothers... liguem o SoulSeek.
No fundo, tudo o que ouvimos... a lenga-lenga do costume.


Ouvido: "Electric Chants Of The Disenchanted" título do vosso último registo. Como nos apresentam?

The Vicious Five: Esse disco foi o primeiro registo, para nós já está um bocado longe. Tem ideias excelentes e premissas do que é o nosso som hoje. É um disco urgente que foi gravado numa época conturbada para a banda que envolveu troca de elementos.
Neste momento, e a tão pouco tempo de ter o álbum novo cá fora, já se torna um pouco irrelevante falar do Ep.


Ouvido: Como descrevem o panorama da música nacional?

The Vicious Five: Actualmente Lisboa tem visto germinar inúmeros projectos que, pela sua qualidade, não se podem perder. É um crime negligenciar bandas tão díspares como Loosers, Dead Combo, Day of the Dead, Gala Drop, CAVEIRA, Linda Martini. Ou em Coimbra os já “confirmados” Bunnyranch, D3ö e Wraygunn... e no Porto, Dance Damage, Stealing Orchestra... Isto para nem falar por exemplo no hip-hop, em alta, ou noutras coisas mais mainstream e referindo apenas alguns pontos de Portugal.
É um fenómeno. A criatividade que fervilha num certo patamar da cena musical portuguesa vem abafar uma lacuna que marcou profundamente, excepto casos pontuais, a ultima metade da década de 90.
Sentimos orgulho de estar no meio desta conjuntura inspiradora. Esperamos que não morra depressa.
Só gostávamos que nos concertos a participação do público não fosse tão semelhante à de um espectador de televisão. É necessário mais movimento e menos medos.


Ouvido: Quais os lançamentos que mais vos marcaram, quer a nível nacional, quer a nível internacional?

The Vicious Five: Tantos... Todos os que estão nossas colecções de discos, cds, mp3; e todos os que podem levar, pessoas como nós ao acto de criação.
Nomes, já estão citados atrás.


Ouvido: Agenda de Concertos. O que têm feito pelo nosso país ? E estrangeiro? (impressões, recordações, momentos)

The Vicious Five: Em Portugal já demos concertos fantásticos, dignos de ficarem na memória. Os melhores terão sido no Mercedes (Porto) – pela recepção das pessoas, quer da organização quer do público e também devido ao Mercedes ser um sitio especial, muito bonito e acolhedor. Na ZDB, aquando da 1ª sessão da Kid City – transpiração ao alto para uma festarola excelente durante a tarde num fim de Verão. O Palco RUC, na Queima das Fitas 2004 de Coimbra, por ter sido a nossa primeira actuação para um numero considerável de pessoas. Já para não falar da primeira investida a Espanha, no Sant Feliu Fest 2004, que foi a mistura perfeita de férias de Verão com boa música e pessoas simpáticas. Mas o que interessa é que no geral somos há uma receptividade positiva quando actuamos. Chega de memórias, que venha o presente.



Ouvido: Quanto a planos futuros? (Álbuns, concertos,..)

The Vicious Five: Vamos tocar no Festival do Tejo, já dia 23 de Junho. Depois, em Almada, no Culto Bar, a 31 de Julho e mais tarde, no dia 7 de Agosto, passaremos pelo Festival do Sudoeste.
O álbum está ai a estourar. Logo em Setembro, para uma reentre em festa. Os planos são, consequentemente, promover o disco ao máximo. Dentro e fora de Portugal.


O Ouvido agradece a entrevista aos The Vicious Five com um abraço amigo.

thevicious5.com

myspace.com/theviciousfive

publicado por Neto às 11:04 AM

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